Manga amarela, cheiro de infância.
Terra molhada, abraço de vó.
Sobe na árvore, corre na rua.
Fecha os olhinhos e sonho em ser grande.
Ah se ela soubesse...
Manga amarela, cheiro de infância.
Limpeza, revigorante e plena. Jornais velhos, roupas mofadas, tudo junto emaranhado com a mágoa. Tudo pro lixo, pra decomposição. Sobram vestígios, uma soma de não-sentimentos. É menos triste, mais prático. O que fica guardado perde a cor, perde a intensidade, são marcas e cicatrizes que aos poucos vão sumindo. Na linha do tempo perdem a importância assim como as folhas que um dia foram verdes.
O mundo das adversidades fica próximo, escondido sob falsas perspectivas de problematização. O fácil, escancarado é a melhor parte dessa classificação. Difícil, difícil.
O escrito a seguir, reproduzido no original, apresenta de forma simples a densidade das transformações. Essas, operadas em todas as instâncias, são simbolizadas na materialidade do jornal e de seus usos. Na clareza da linguagem e em seu uso inteligente é o que o autor atesta a sua genialidade.
E aí que nesse vai e vem de coisas vãs sobrou sorriso e bem estar. Eu bem que não esperava. Mas entre o cotidiano se escondem as surpresas e os corações arrebatados. Tão bom dormir assim.
Reflexo, e a exatidão nada.
Mude o tema Dona Moça.
Incontestavelmente me pronuncio aqui sem mais delongas: cansei!