06 julho 2017

ciudad de México, 14 de noviembre de 2016

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estou me despedindo, engulo o Pulque num só gole enquanto miro o horizonte de magueis. minha linfa - agora convertida em agave - pulsa, e limpa os chips as programações dispensáveis. abro janelas, uma a uma caem as margens, é como enxergar pela primeira vez sem miopia. à moda de Miguilim, sorrio até a alma com todos os dentes e agora neva tão bonito, colorindo as estradas de uma branco tão imenso. um branco que nunca vi, estradas que jamais percorri e ainda assim, a sensação de saber exato o n d e pisar. todas as folhas, os vórtices, os apocalipses. essa hecatombe necessária para seguir livre sobrevivendo.

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